Foto: Pedro Alves / Voz da Torcida

Foto: Pedro Alves / Voz da Torcida

 

O Campinense Clube conquistou o titulo de campeão nordestino, pela primeira vez na sua historia, pela primeira vez na historia de um clube paraibano. Um feito espetacular por si próprio, até uma zebra, mas de fato, o Campinense foi o melhor clube da competição.

 

Amigão lotado e mais uma festa preparada, mais de 20 mil pessoas faziam a bonita festa, na partida mais importante da historia dos dois clubes. Uma festa do interior, Campinense e ASA, vindo de cidades emergentes do interior de seus respectivos estados, mas que carregam a paixão pelo futebol local acima de qualquer outro.

 

Para a partida final um favorito, a Raposa Feroz tinha uma boa vantagem consolidada na partida fora de casa, algo que atenuou o favoritismo rubro-negro a questão era saber se os jogadores do Campinense deixariam esse favoritismo virar oba-oba.

 

Em campo foram duas equipes engajadas, bem tanto taticamente quanto tecnicamente, com muito nervosismo no ar. Mas na segunda etapa não deu outra, o Campinense dominou e acabou sendo campeão do nordeste com todos os méritos possíveis!

 

Melhores Momentos

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O Campeão

 

Foto: Pedro Alves / Voz da Torcida

 

O Campinense acabou sendo eliminado da Série D de 2012 num jogo polêmico contra o Baraúnas. Depois da derrota uma base que havia sido construída na subida do time para a Série B em 2008 foi dispensada, apenas um remanescente: O goleiro Pantera! Um novo treinador e um plantel completamente desconhecido (salve exceção de Bismark) o Campinense Clube entrou em 2013 sendo uma grande dúvida.

 

Até os primeiros resultados deixaram todos raposeiros receoso, mas ao ver o futebol jogado (especialmente na surra de bola contra o Santa Cruz) teve-se certeza total de que um time exceção estava nascendo. A Raposa foi avançando como quem não quer nada e acabou derrubando os favoritos um por um. Chegou à decisão e não decepcionou seu apaixonado torcedor, resultado? Um título histórico.

 

Foto: Pedro Alves / Voz da Torcida

 

Título que tem como responsáveis principais o Presidente William Simões, que assumiu a equipe numa grande crise financeira, e o treinador Oliveira Canindé. O treinador montou um time de peças polivalentes num esquema de jogo de posse de bola, passes rápidos, virada de jogo e troca de posições o tempo todo. Em uma das partidas o Campinense executou no mínimo quatro mudanças táticas. Do time titular apenas o goleiro Pantera e o zagueirão Roberto Dias não mudaram de posição em partida alguma.

 

Time Base

 

 

Formação mais usada pela equipe do Campinense, 3-5-2 mutável para 4-4-2 losango. Wellington recuando para fazer o zagueiro pela esquerda, Edvânio pela direita e Dias na sobra. Tiago Granja e Glaybson abertos se alternando nas subidas, enquanto Panda e Dedé faziam função de marcação, com muita qualidade de passe. Bismark de armador na frente Zé Paulo e Jeferson Maranhense abertos e sempre ajudando na marcação.

 

Os Jogadores

 

Pantera: Não tomou gol em casa, sempre fazendo defesas incríveis, mas assustando na saída de bola.


Edvânio: Muita qualidade técnica, deu o suporte necessário para equipe defensivamente e ainda se mostrou um bom inciador de contra-ataques.

Roberto Dias: Grande destaque, um líder. Ótimo zagueiro.

Wellington: Volante de bom passe e forte marcação, atuou como zagueiro boa parte do campeonato e esteve excelente.


Tiago Granja: Lateral ofensivo, marcou seus gols e foi sempre um bom apoio pelo lado direito.

Dedé: Esteve em grande forma toda a competição, velocista, forte no desarme e perfeito no apoio.

Panda: O ponto de equilíbrio da equipe, líder de desarme na competição, apoiou e defendeu com perfeição.

Glaybson: Multifunção total, jogou bem quase todo campeonato, especialmente contra o Sport e na decisão.

Bismark: O Maestro da equipe, sem mais!

 

Zé Paulo: Atacante aberto, veloz e voluntarioso na marcação, marcou dois dos gols mais importantes do Campinense.

Jeferson Maranhense: Atuou em todas as posições do lado esquerdo, guerreiro e raçudo.

 

Ricardo Vilar: Ficou no banco o tempo todo, mas mostrou ser um jogador de equipe.

João Paulo: Entrou muito bem na decisiva partida contra o Fortaleza.

Anderson Rosa: Entrou numa furada, para jogar as partidas finais, mas deu conta do recado.

Bruno de Jesus: O volante mais pegador do elenco, entrou sempre que o time estava encurralado.

Danilo Portugal: As lesões no começo do ano não deixaram ele ser titular. Volante de bom passe, entrava sempre para dar equilíbrio ao time.

William: Velocista, entrava para armar contra-ataques, enlouquecendo defensores já cansados.

Andrezinho: Destruiu na partida contra o CRB, homem de velocidade e qualidade.

Ricardo Maranhão: Sempre que entrou o fez com qualidade, jogou em todas as posições do meio e foi efetivo.

Selmir: Sempre que a coisa apertava ele entrava, era o único centroavante de referência do elenco.

 

A Campanha

 

PRIMEIRA FASE

3 a 3 fora e 1 a 0 em casa, contra o  Feirense

3 a 0 em casa e 0 a 2 fora, contra o  Santa Cruz

2 a 1 fora e 1 a 0 em casa, contra o  CRB

QUARTAS DE FINAIS

0 a 0 em casa e 2 a 2 fora, contra o  Sport

 

SEMIFINAL

1 a 2 fora e 1 a 0 em casa, contra o  Fortaleza

 

FINAL

2 a 1 fora e 2 a 0 em casa, contra o  ASA