A seleção brasileira entrou em campo neste domingo (02) para mais um amistoso. Agora, visando a Copa das Confederações, Felipão surpreendeu na escalação e a seleção alternou entre bons e maus momentos na mesma partida. A seleção mudou de formação cinco vezes e em todas elas houveram grandes diferenças de futebol jogado, posicionamento, marcação e ofensividade. Vamos tentar analisar as cinco formas de jogar que a seleção executou esta tarde.

 

4-4-1-1


Inicialmente a Seleção entrou em campo com duas linhas de quatro, Neymar centralizado e Fred na frente. A formação fixou Oscar pela direita e Hulk pela esquerda. Ambos atuaram bem nessas funções, mesmo com a limitação de espaço, mas foram importantes na recomposição do meio campo, fazendo com que o Brasil não fosse pego desprevenido.

Daniel Alves foi tímido nas subidas e Filipe Luis fez bem seu papel defensivo. Luiz Gustavo e Paulinho também atuaram bem na proteção e no início de jogadas, mas não apareceram como surpresa ao ataque, ficaram presos. A formação parecia equilibrada, mas faltou movimentação e chegada de atletas por trás.

Foram 22 chutes a gol a favor, contra 2 do adversário.

 

4-2-3-1

 

Na volta do intervalo Felipão “ousou”, digamos assim. 4-2-3-1, com Neymar e Hulk pelos lados e Oscar armando. Hernanes entrou no meio e fez uma dupla de volantes ofensivos com Paulinho. Com a entrada de Marcelo na lateral, o Brasil passou a ter dois homens de lato efetivos no ataque, no ataque!

A marcação afrouxou no lado esquerdo e o Brasil começou a perder nos lances laterais, mas foi mais efetivo no ataque, tanto que marcou primeiro. Mas, dando muito espaço para o adversário, acabou sofrendo o gol de empate com certa facilidade.

 

4-2-3-1 com Lucas

 

Lucas entrou no lugar de Oscar, o Brasil perdeu seu principal armador e a recomposição do meio campo. Hulk foi deslocado para esquerda para auxiliar a marcação de Marcelo e Neymar ficou centralizado, não de armador, mais como segundo atacante mesmo. Paulinho e Hernanes não subiam, mas tinham dificuldades para fazer a marcação no centro do campo e a cobertura dos laterais.

 

4-4-2-1

 

Perdendo no meio de campo, Felipão preferiu colocar Fernando no lugar de Hulk e fazer com que o time jogasse com três volantes. Agora Hernanes e Paulinho poderiam aparecer como “homens surpresa”, tanto que assim marcaram o gol. Mas a marcação pelos lados ficou debilitada.

A Inglaterra virou o jogo num lance de lado, em que Daniel Alves aparecia lá na frente, Hernanes marcava no meio e Lucas passeava naquele setor. Pouco depois o Brasil empatou numa subida de Paulinho, uma jogada que estava faltando.

 

4-2-3-1 Ofensivo

 

No fim, com a entrada de Bernard a Seleção foi para um 4-2-3-1 ofensivo, aproveitando o menor ímpeto dos ingleses. Time jogou melhor na frente, mas dava mais espaço. Como foi pouco tempo, não deu para ver se a formação seria ou não efetiva.

 

Conclusões

* Felipão terá de optar por um estilo de jogo e adaptar alguns atletas. Não dá para Paulinho aparecer no ataque sem que haja proteção de outros jogadores.

* Marcelo e Daniel Alves não podem atuar juntos se o meio campo contar com dois volantes de saída.

* Não dá para jogar com Lucas sem que haja um bom sistema de marcação no lado em que ele estiver.

* Fred é praticamente menos um em campo. Fixo, estático e conformado, porém, sempre deixa o seu golzinho.

* Com Fred e Neymar, já são dois atletas que não ajudam a composição defensiva, fica complicado colocar Bernard e Lucas no time com eles dois.

* Luiz Gustavo e Filipe Luis fecharam bem o lado esquerdo, mas não foram efetivos no apoio por esse lado.

* Paulinho e Luiz Gustavo fizeram uma boa dupla, mas talvez isso tenha acontecido pela forma de jogar de toda equipe.

* As jogadas surpresas de Paulinho só poderão acontecer se o time jogar com três volantes ou se Oscar puder ocupar aquele espaço.

 

E pra finalizar: Felipão terá muito trabalho para arrumar uma equipe equilibrada e com todas as melhores peças ofensivas. A expectativa mesmo é que ele mude para três volantes ou jogue de forma mais ou menos parecida com a primeira formação, com Oscar e Hulk ajudando na marcação. Veremos…




Sobre o Autor

Yan Cavalcanti, 22 anos, paraibano apaixonado por futebol desde pequeno. Graduando em Sistemas para Internet pelo IFPB, ex-aluno Marista, Estagiário da Dataprev, Goleiro ofensivo, gamer, e acima de tudo fã de um futebol bem jogado e analista da parte tática, sempre tentando arrumar uma forma de explicar uma partida de futebol.

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