Crônicas

 

Que Neymar é o melhor jogador de futebol brasileiro no momento não se tem duvidas. Ele é a nossa maior esperança na Copa do Mundo que se aproxima o jogador que pode carregar nossa Seleção nas costas. Mas, algo me deixa inquieto…

 

Em 2010, o camisa 11 do Santos protagonizou cenas que seriam o ponto de partida para seu amadurecimento: Briga com o treinador, discussão sobre cobrança de pênalti, briga com o zagueiro do Ceará, qual o atleta do Santos começou, e desabafo no Twitter. Tudo bem, essa historia fez com que o craque santista levasse esporro de todos os lados e com isso ele evoluiu e deixou de ser um “jogador mimado”.

 

 

O problema é que, três anos depois, a estrela maior do futebol nacional apronta de novo. Humilhação desnecessária contra um clube que estava sendo goleado (ele não faz isso quando o jogo está empatado), discussão com técnico declarações nunca é de arrependimento e sim de “não fiz nada”, com um apoio inacreditável da mídia, que sempre fica ao seu lado.

 

Futebolisticamente, é fato que o atacante dos cabelos esquisitos não consegue sobressair quando sai do Brasil, parece fácil deitar e rolar sobre as defesas tupiniquins, mas quando a coisa é maior ele se apaga, não dribla e acaba escondido. Mesmo aqui na América do Sul, ele sente dificuldades contra marcações mais ásperas, tira-se de exemplo à marcação do Corinthians na Libertadores ano passado.

 

 

O fato é que o atleta tem se mostrado mimado e arrogante demais, está sempre cercado de elogios e comparações absurdas (ele não seria melhor que Pelé se o rei jogasse hoje, ele não está nem perto do nível de Messi e Cristiano Ronaldo) e está sendo tremendamente protegido por boa parte da imprensa, isso ficou claro na entrevista dele quando reagiu as declarações de Nunes do Botafogo-SP e para finaliza: SEU FUTEBOL NÃO ESTÁ EVOLUINDO MAIS!

 

Talvez outra chamado no ouvido do seu pai faça-o voltar à terra mais uma vez e sobre a evolução do seu futebol, só indo para Europa mesmo, correndo o risco de ser reserva ou de acabar tendo de mudar de forma de jogar e estrutura física, é um risco, mas acho que é mais solução, por que ESSE NEYMAR DE HOJE, provavelmente vai nos levar ao desastre em 2014!

 

Mais uma vez deu ele, o maior nome do futebol nos anos 2000 e um potencial maior da historia. Lionel Messi conquistou o premio de melhor jogador do mundo mesmo não tendo sido tão genial quanto em temporadas anteriores, mesmo não tendo vencido nenhuma taça importante, ele ganhou por que é Messi.

 

91 gols no ano, uma marca quase impossível, algumas partidas memoráveis e uma certeza: Não tem ninguém no mundo que chegue perto dele. Tão genial que até assusta saber que beira os 25 anos e que ainda não chegou ao seu auge físico. Olha o moleque aí, já superou Zidane, já superou Ronaldo, quem falta superar?

 

Messi não é alto, não é o mais forte e tem o biótipo que seria desprezado em alguns clubes do Brasil, ele não é marqueteiro, não é arrogante, não gosta de aparecer, é apenas um moleque que gosta de brincar de bola. E o faz melhor que qualquer um!

 

Todos os 91 gols de Messi em 2012

 

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Depois de um ano parado, o eterno arqueiro do verdão oficializou sua parada com uma bela despedida. Uma semana magica, qual percebemos a falta que fazem os jogadores sinceros e espontâneos, que falam o que pensam, e não fogem da crise. Marcos talvez seja o maior exemplo disso. Um exemplo de caráter e humildade, o goleiro vai deixar saudades, não apenas pelo que fez dentro de campo.

 

Poucos jogadores conseguiram ser respeitados e admirados por seus arquirrivais. É até difícil encontrar algum corintiano, são paulino ou santista que não goste do ídolo palmeirense, algo raro. Ainda mais rara é sua fidelidade a um clube, em uma época de muito dinheiro e de andarilhos do futebol.

 

 

Sempre voltado de fortes concorrentes, Velloso, Sérgio e Cavalieri, nunca teve vida fácil para assumir o posto principal do gol palmeirense. Ainda mais com a convivência quase que frequente das lesões, em nenhuma temporada o “santo” passou totalmente são.

 

O mito começou a ser construído numa espetacular partida contra o poderoso maior rival da sua esquadra. Parou o ídolo adversário e levou o alviverde da capital paulista à conquista da Copa Libertadores. Apesar de ter falhado no mundial, continuou ídolo, sempre honrando as cores do seu clube, e da seleção, nas grandes atuações durante a Copa do Mundo de 2002.

 

 

Marcos esteve presente em 13 títulos pelo Palmeiras e três pela Seleção Brasileira. Caiu para a Série B, levou alguns frangos inesquecíveis, mas são fatos minúsculos perto da unanimidade em torno de seu nome. Marcos sem duvida é um ídolo brasileiro, de todas as torcidas e irá deixar saudades. Um mito, que nunca será esquecido.

E o Brasileirão mais chato dos últimos anos terminou. Deu Fluminense, contestado futebol, mas incontestável nos resultados. Não dá para dizer que um clube que venceu o campeonato com três rodadas de antecedência não mereceu a tal conquista. O Tricolor das Laranjeiras manteve-se fria, mesmo quando o Galo Mineiro se distanciava com um aproveitamento absurdo.

 

Consistência é a palavra que descreve a campanha do tricolor carioca. O clube perdeu apenas cinco vezes e venceu vinte e duas, em suma maioria, resultados apertados. Todo time grande precisa de sorte e ela não faltou ao novo tetracampeão brasileiro. Um elenco competente, um meio campista sensacional, um centroavante decisivo e um espetacular goleiro fizeram com que o clube obtivesse um aproveitamento sensacional e arrancasse para o titulo.

 

 

Diego Cavalieri, alias, foi o maior nome da conquista. Não foram menos de 10 partidas em que uma atuação magistral do arqueiro fez com que o clube vencesse, ou ao menos não perdesse. Além do mais, o time tinha uma formação definida e uma estratégia eficaz, uma recomposição de campo das melhores que já vi. Deco, como sempre um regista de primeira, quando esteve em campo e Fred sempre decisivo, sempre marcando os gols nos momentos mais importantes. A soma de tudo, fez com que o Fluminense fosse campeão com certa facilidade, mesmo não esbanjando uma bola brilhante.

 

 

Bola brilhante que foi apresentada pelo Atlético Mineiro, indiscutivelmente o futebol mais bonito do campeonato. Mas a aura de Cuca voltou e o nervosismo da liderança e do favoritismo fez, mais uma vez, descarrilhar o trilho do time comandado pelo ex-jogador. O Grêmio mostrou-se consistente e equilibrado já o São Paulo subiu absurdamente na metade final da temporada e é sério candidato ao sucesso na próxima temporada. Botafogo botafogou, Vasco vendeu peças importantes e desandou, Inter decepcionou, Flamengo titubeou e o Palmeiras caiu! Já Santos e Corinthians só fizeram esporádicas participações especiais.

 

 

O pior é que, chegamos a última rodada faltando uma mera definição. Uma falsa valorização de uma segunda colocação e o ultimo jogo no Olímpico também alimentaram a pouca atrativa ronda final. Mas também, não podemos esperar torneios sempre apertados, como foi “regra” nas temporadas anteriores. Foi uma temporada tão estranha, que tínhamos estrelas do alto escalão do futebol mundial e mesmo assim tudo terminou naquela chocha festa da CBF. Esperamos que nossa situação econômica ajudem os clubes a ficarem mais fortes e que apareçam jovens de valor para que ano que vem tenhamos um torneio mais digno da grandiosidade do nosso futebol!

 

DREAM TEAM

 

Classificação


Pos Times Pts J V E D GP GC SG % M Classificação ou rebaixamento
1 Rio de Janeiro Fluminense 77 38 22 11 5 61 33 +28 67 Straight Line Steady.svg Segunda fase da Copa Libertadores de 2013
2 Minas Gerais Atlético Mineiro 72 38 20 12 6 64 37 +27 63 ▲1
3 Rio Grande do Sul Grêmio 71 38 20 11 7 56 33 +23 62 ▼1 Primeira fase da Copa Libertadores de 2013
4 São Paulo São Paulo 66 38 20 6 12 59 37 +22 58 Straight Line Steady.svg
5 Rio de Janeiro Vasco da Gama 58 38 16 10 12 45 44 +1 51 ▲1
6 São Paulo Corinthians 57 38 15 12 11 51 39 +12 50 ▼1 Segunda fase da Copa Libertadores de 20131
7 Rio de Janeiro Botafogo 55 38 15 10 13 60 50 +10 48 Straight Line Steady.svg
8 São Paulo Santos 53 38 13 14 11 50 44 +6 46 ▲2
9 Minas Gerais Cruzeiro 52 38 15 7 16 47 51 –4 45 ▼1
10 Rio Grande do Sul Internacional 52 38 13 13 12 44 40 +4 45 ▼1
11 Rio de Janeiro Flamengo 50 38 12 14 12 39 46 –7 44 Straight Line Steady.svg
12 Pernambuco Náutico 49 38 14 7 17 44 51 –7 43 ▲1
13 Paraná Coritiba 48 38 14 6 18 53 60 –7 42 ▲1
14 São Paulo Ponte Preta 48 38 12 12 14 37 44 –7 42 ▼2
15 Bahia Bahia 47 38 11 14 13 37 41 –4 41 ▲1
16 São Paulo Portuguesa 45 38 10 15 13 39 41 –2 39 ▼1
17 Pernambuco Sport 41 38 10 11 17 39 56 –17 36 Straight Line Steady.svg Zona de rebaixamento à Série B de 2013
18 São Paulo Palmeiras1 34 38 9 7 22 39 54 –15 30 Straight Line Steady.svg
19 Goiás Atlético Goianiense 30 38 7 9 22 37 67 –30 26 Straight Line Steady.svg
20 Santa Catarina Figueirense 30 38 7 9 22 39 72 –33 26 Straight Line Steady.svg

 

 

O lugar de Mano Menezes vagou, não por muito tempo, já que Felipão deverá ser anunciado amanhã. Não acho uma escolha tão sábia, mas antes do anuncio matutei um pouco e procurei saber de pessoas que respeito muito as opiniões sobre futebol para buscar um perfil ideal para o próximo comandante  da esquadra nacional que irá brigar pelo título da Copa das Confederações e posteriormente da Copa do Mundo. Aqui estão as características que colhi.

 

Experiência


Agora não é hora de testes, não é hora de colocar um ex-jogador para seu primeiro trabalho como treinador ou de um cara que chegou agora com um bom trabalho. Também, há de se relatar que a experiência com uma seleção ou com a própria seleção brasileira conta bastante. Nesse quesito Felipão sai na frente, com boa experiência internacional e na seleção nacional. Não há qualquer treinador nacional que tenha a experiência perto da de Scolari, isso é fato.

 

Currículo


Nesse momento, para dar credibilidade ao trabalho e dar mais paciência ao torcedor, o novo treinador precisa de um currículo vitorioso. Mais uma vez Felipão sai na frente, mas Muricy também tem um currículo recheado, em termos de clubes. Analisando friamente só os números Guardiola também tem um currículo interessante o suficiente para poder ser um dos elegíveis nesse quesito.

 

Futebol Ofensivo


O X da questão, em minha opinião. Nenhum dos treinadores favoritos tem em sua característica principal o futebol bem jogado e ofensivo. Algo que só consigo reconhecer em treinadores como Cuca e Luxemburgo, que pecam em outros fatores mais importantes. Guardiola também é um nome forte, tendo em vista o sucesso do Super Barcelona que ele montou. Abel e Tite tem um estilo interessante e fizeram um bom trabalho em seus clubes jogando sem a bola, não é uma retranca em si, mas não é futebol ofensivo, é futebol competitivo e de resultado. Nesse ponto, só o Guardiola ganha pontos.

 

Sem Polemicas


Tornou-se imprescindível agora que o treinador da Seleção nacional deve fugir das polêmicas. Mano Menezes foi muito atacado por convocações estranhas de atletas que treinou e que eram representados pelo seu próprio empresário. Pensando nesse sentido, Luxemburgo não pode chegar nem perto do prédio da CBF. Já Tite, Muricy, Abel, Felipão e Guardiola não têm polemicas nesse sentido e estão juntos nesse quesito.

 

Mão Firme


Também me foi opinado que o novo treinador precisar ter mão firme no comando, ser um cara que tome para si o controle total do time que não deixe interferências externas influenciarem nas suas escolhas e que não deixe acomodação no grupo. Alguém que extraia sempre o máximo de cada atleta. Nesse ponto Felipão e Muricy ganham.

 

Momento


O agora também é importante. Se para jogador Seleção também é momento, por que não seria para o treinador também? O melhor momento é, sem sombra de duvidas, de Guardiola. Mas Tite e Abel Braga estão em bom momento, assim como Muricy, que tem sido o principal treinador no mercado nacional nos últimos anos.

 

Carisma


Para minha surpresa, alguns colegas disseram que o próximo treinador do time mais importante do futebol brasileiro precisa ter um carisma. Aquela pessoa que pode trazer o apoio maciço da torcida brasileira mesmo ainda sem ter conquistado resultados, um cara que possa unir país e time. Em carisma, Felipão vence cada um com sobras.

 

Quadro Comparativo


 

Afinal…

 

No final das contas, seguindo ponto a ponto esses itens, Felipão parece ser um bom nome para dirigir a seleção. Eu não concordo, mas ao pensar num nome melhor… não tem. Vivemos uma entressafra de treinadores também. É muito tarde para colocar uma aposta, então a escolha fica até meio obvia. Mas seu momento e estilo não me agradam, como também não agradaram a maioria dos companheiros que dedicaram um tempinho para me ajudar com algumas linhas sobre o que querem ver a partir de agora. A escolha feita, então, fica aceitável.

 

Agradecimento especial àqueles que ajudaram nessa matéria: Wallace Augustinho, Marcelo FutExcel, Erickson Melo, Rafael Vieira e Élison Silva.

 

E o Mano caiu! Justamente no momento em que começou a ter uma certa evolução para com a Seleção. Tão inesperada quanto sua queda nesse momento de fraco crescimento foi sua manutenção em tempos de um triste e ridículo futebol. Foram 33 jogos no comando do time principal e mais alguns com a olímpica. Duas competições e dois fiascos, sem contar os dois grandíssimos títulos do Superclássico das Américas.

 

Tudo bem, foram apenas seis derrotas. Mas a seleção “manística” não conseguiu sequer uma vitória contra algum adversário forte, ao ponto de ficarmos satisfeitos com uma derrota para a Argentina e um empate com a Colômbia! Claro, não vamos dizer que tudo é ruim, mas não foi bom, simplesmente isso!

 

 

A culpa não foi só do treinador. Vivemos uma entressafra, e os atletas que agora deveriam estar brilhando não estão, caso de Kaká, Adriano, Robinho, Diego e tantos outros. Lucas, por exemplo, aclamado por todos, sempre que entrou na seleção, não conseguiu lembrar nada do grande meia driblador do São Paulo.

 

No entanto, o que realmente irritou na Era Mano foi, com certeza, as convocações estranhas de atletas do empresário dele e de jogadores que ele dirigiu no Grêmio e no Corinthians, alguns sem qualquer condição de jogar com a amarelinha. Mas isso é outra história.

 

 

O fato é que ele não conseguiu cumprir a promessa que fez, quando assumiu: “Jogar pra cima, ter padrão de jogo e recuperar o protagonismo da Seleção Brasileira”. 102 jogadores convocados, poucos jogos realmente bons e nada de padrão de jogo, nada de protagonismo. Nesse fim de ano, o time parecia estar encontrando uma cara, mas as vitórias contra Japão e o Iraque, e o empate com a Colômbia não serviram para segurar o treinador no comando.

 

O gaúcho deixa o comando técnico com um falso 71% de aproveitamento, um futebol apenas razoável e muitos jogadores testados. A impressão foi ruim e agora é correr atrás do tempo perdido, já que metade do caminho para o mundial do Brasil já passou! Será que seu substituto irá conseguir mudar tudo em pouco tempo? Resta-nos esperar, torcer e rezar pelo futuro de nossa Seleção!

 

As Seleções de Mano



Sobre o Autor

Yan Cavalcanti, 22 anos, paraibano apaixonado por futebol desde pequeno. Graduando em Sistemas para Internet pelo IFPB, ex-aluno Marista, Estagiário da Dataprev, Goleiro ofensivo, gamer, e acima de tudo fã de um futebol bem jogado e analista da parte tática, sempre tentando arrumar uma forma de explicar uma partida de futebol.

Sobre o Blog

O Futeblog nasceu da vontade de compartilhar com o mundo minha visão sobre o futebol, espero aqui discutirmos de simples opiniões apaixonadas até questões táticas profundas, conto com ajuda de vocês para que possamos tornar esse blog uma ótima experiência fora das quatro-linhas, do passado ao presente, futeblog está aqui para que nós possamos mostrar como vermos esse esporte que é a maior paixão nacional de todas!

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