Crônicas

 

The video cannot be shown at the moment. Please try again later.

 

Luiz Adriano violou uma importante “regra” do futebol. Claro, não está escrito não é lei, mas o Fair Play deixa o futebol mais bonito, mais justo. Ontem (20) o centroavante do Shakhtar Donetsk quebrou a lei do bom senso no futebol, se aproveitando de um lance que seria devolvido para a equipe adversária.

 

Atônitos, os defensores do Nordsjaelland sequer marcaram o atacante. Mesmo ficando claro que o defensor do clube ucraniano quis se livrar da bola e não passa-la para o brasileiro. Veio um pedido de desculpas do seu próprio treinador, mas quando pintava para, pelo menos, uma chocha retratação, eis que o atacante ex-Inter escreve na internet: “O choro é livre!”.

 

 

De fato, o futebol anda meio chato, não se pode falar nada, não se pode provocar. Mas uma atitude assim não deveria fazer parte do futebol, não é questão da chatice do futebol atual, é questão de falta de ética e até de caráter. Luiz Adriano deveria ter ao menos se envergonhado de marcar um gol, tomando uma vantagem qual não teve mérito algum. Mas, futebol brasileiro é feito de malandros, Não é?

 

Em 2009, Vagner Love, então ídolo do Palmeiras, foi agredido por torcedores após sair de um banco. A motivação? O clube estava em primeiro lugar com uma distancia considerável e pintava como Campeão Brasileiro daquele ano. Porem, o time acabou ficando sem sequer a vaga para a Copa Libertadores. O episódio abalou a relação Love-Palmeiras e fez o centroavante ir, pela primeira vez, para o clube de seu coração. Ontem (18) Love teve sua vingança contra os torcedores que o agrediram. Coube a ele marcar o gol que rebaixou o verdão para a Série B.

 

 

O problema do Palmeiras começou com o titulo da Copa do Brasil e a vaga na Libertadores, paradoxal não? A questão é que um time bastante limitado venceu a competição de mata-mata e achou-se no direito de cochilar no Brasileirão, coisa que um time que vence a Libertadores geralmente faz, sendo que, o Palmeiras não tinha a qualidade de um time campeão de Libertadores, então na hora de acordar a coisa acabou ficando feia.

 

 

Existem muitos culpados para a segunda queda do gigante paulista, mas o problema palmeirense vem, faz um bom tempo, lá de cima. A diretoria parece ser o grande culpado pela mediocridade das ultimas temporadas. Mas num rebaixamento a culpa deve ser parcelada por todos. O time era fraco, dependente de bolas aéreas e de um bom jogo de Barcos, nada mais que isso. E até a torcida fazendo pesadas ameaças e quebrando tudo tem sua parcela de culpa pela queda!

 

 

E agora o verdão precisa de um forte time para Libertadores e um time não tão caro para a Série B. Depois de 10 anos, o Palmeiras ainda quebra uma máxima do futebol brasileiro: Time Grande que caí, sobe melhor e se organiza. Não funcionou para o Palmeiras, agora ele tem uma segunda chance, e é bom dessa vez aproveita-la ao máximo.

 

Lá estavam em campo os atletas das travestidas seleções pseudo-brasileira e pseudo-argentina. Sou a favor do SuperClássico das Américas, ainda mais quando a maioria dos atletas de nível mundial está fora do continente. Porém sou contra a pregação positiva que se tem a uma vitória.

 

Em minha opinião, a Competição só serve para pôr para testar bons jogadores que não tem chance na seleção completa, lembrando que foi em amistosos assim que achamos Gilberto Silva e Kleberson já beirando o mundial de 2002, e também serve para aumentar nosso ego em relação à situação econômica do nosso país, já que temos uma economia mais estável e um campeonato nacional bem superior ao torneio falido do nosso vizinho.

 

Já era uma partida de pouca importância, tanto que foi colocado para um estádio minúsculo numa cidade pequena. Mas eis que vem a tragédia: falta luz e não tem condição de jogo. Seja por uma colisão com o ônibus da seleção brasileira ou pelo fato do gerador não ter aguentado tanto tempo ligado, não importa o motivo! O que importa é que o amistoso foi levado a um lugar sem a mínima condição de ser jogado caso houvesse uma eventualidade reparável como essa.

 

Jogadores de Brasil e Argentina aguardam no campo a volta da luz: jogo acabou cancelado

 

Pois, ao menos, deixamos de ver o triste desempenho de uma seleção que não agrada, e amarga nossa pior colocação no Ranking Mundial. Após o cancelamento da partida, resta saber se a taça será dividida, dada ao Brasil ou se haverá nova partida. Esperamos que os deuses do futebol tenha nos salvo de uma vexaminosa derrota para o limitado escrete da liga Argentina.

 

 

Eis a pergunta que vos faço: realmente Paulo Henrique Ganso foi mercenário ao trocar o Santos por um rival? A joia rara santista apareceu para o mundo em ano de Copa do Mundo, já havia jogado desde 2008, mas sem apresentar nada extraordinário. Com magnificas atuações, o meia santista deixava seus companheiros na cara do gol com facilidade. Técnica, visão de jogo e passes precisos, e uma personalidade a ponto de recusar uma substituição no fim do segundo tempo da final do Paulistão. Foi posto num pedestal e logo a imprensa “carente” o colocou como titular absoluto para a Copa, Dunga o chamou como substituto, nada mais, decisão sábia no meu modo de ver.

 

 

Virou astro, garoto propaganda, virou camisa 10 da seleção, ganhou a libertadores e se machucou. Ah, como se machucou, provavelmente ele passou mais tempo indisponível que disponível. Mas sempre deixou claro sua vontade de jogar na Europa, enquanto seu “mano” Neymar ficava e ganhava mais. Já Ganso não renovava nunca se sentiu valorizado, mesmo o presidente peixista falando que ofereceu algo parecido com o do astro-mor da companhia.

 

 

Pois acabou a boa fase, não jogou mais bem, nem pela seleção, nem pelo clube, alias, nem jogou. Contusões, contusões e contusões, além de abrir espaço para um grande Oscar, que na sua chance aproveitou e tomou de assalto à camisa 10 nacional. Não renovou, e seu preço caiu, o interesse nele também, agora não mais iria para Europa. Mudou para o Brasil, e quis mudar, forçou a troca, brigou por isso e agora está no São Paulo, um tiro certo ou errado em sua carreira?

 

 

A grande questão que me vem à cabeça é: Ganso foi mercenário mesmo ou simplesmente não foi valorizado? E com a informação que tenho sobre o caso, presumo que a “estrela” realmente forçou a saída sem precisão. Havia demonstrado vontade explicita de sair, e não aguentou as criticas de quando começou a atuar mal, possivelmente alguém próximo falou muito em seu ouvido e o fez trocar seu clube por um rival. Nada contra o São Paulo, só acho que esse tipo de jogador acaba esquecido e no final vai acabar rodando por clubes pequenos à procura de um pouco de espaço. Tomara que eu esteja errado, e q aquele pequeno brilho que vimos no início de sua carreira volte, e melhore e que ele não seja mais um Robinho da vida…

 

Ganso Realmente foi mercenário ao trocar o Santos pelo São Paulo?

View Results

Loading ... Loading ...

 

Quando Rivaldo assinou com o Kabuscorp (Rivaldo estreia com derrota em Angola) de Angola, logo pensei: “fim de carreira degradante para um dos melhores jogadores brasileiros dos últimos tempos”. Tudo bem, ele ganhou um monte de dinheiro e foi para um lugar onde ele seria o destaque total e absoluto, dado o nível do futebol angolano. A questão é que, agora ele virou reserva no seu clube. E ainda por cima veio esbravejar no twitter, questionando a opção do seu treinador.

 

Ao ver essa situação, lembrei logo de um colega (analista futebolístico de melhores momentos) que colocava o Rivaldo do São Paulo de 2011 como a melhor contratação do ano. Mas quem realmente via os jogos do tricolor sabia que ele não estava nada bem, por uma série de motivos físicos e técnicos. E olhe que o brasileiro é o terceiro lugar na artilharia geral do Girabola (liga futebolística de Angola) com 10 gols.

 

 

A situação fez o ex camisa 10 do Barcelona ameaçar abandonar o futebol. Aos 40 anos e, com certeza, muito dinheiro na conta um cara que foi melhor do mundo, campeão de tudo que se é possível não poderia passar por uma situação assim, jogar numa liga sem a menor expressão, tão forte quanto o Campeonato Paraibano. Tudo bem, não havia espaço para ele em nenhuma equipe de grande escalão do futebol brasileiro, ele poderia até cavar uma vaguinha numa equipe menor da primeira divisão.

 

Mas a melhor opção seria encerrar a carreira onde começou, ele seria muito útil para tentar ajudar o Santa Cruz a voltar à segunda divisão. Seria um fim bonito e digno para uma carreira vitoriosa, mas cheia de momentos, até certo ponto, gananciosos. Ou realmente vocês viram futuro em jogar no Bunyodkor do Uzbequistão, ou em dois times gregos? Ele simplesmente não precisava passar por alguns lugares, ainda mais onde seria reserva. Mas infelizmente, ele o fez e apagou um pouco de seu brilho.

 

 

Antes de Marta, nosso futebol feminino sempre foi mero coadjuvante, nada além disso. Campeonatos Mundiais são disputados desde 1991, nos quais conseguimos resultados pouco satisfatórios, alguns quartos lugares, e um terceiro no mundial de 1999. Foi em 2003 que Marta estreou pela seleção. Um mundial até certo ponto trágico, em que tínhamos boa chance de grande participação, e saímos antes do final da festa.

 

 

Mas nada a lamentar, pois, pela primeira vez, foi criando um projeto, mesmo que de um ano. Renê Simões assumiu a seleção e deu um ar profissional, tornou um grupo de boas jogadoras num time de futebol de verdade. E o time brilhou, Marta brilhou. Não ganhamos a medalha de ouro por capricho do destino e por um erro grosseiro de arbitragem. De lá para cá, mais uma medalha de prata olímpica e um vice-campeonato mundial.

 

Dias dourados, em que não se assistia, mas se apreciava o futebol feminino do Brasil; era o jogo bonito puro e simples. Um time interessante, muitas vezes sem tática, mas com muita qualidade técnica, algo, no mínimo, bonito de se assistir. Além de tudo, tínhamos um fenômeno: Marta, que, às vezes, carregou nossa seleção nas costas e não sentiu o peso.

 

É até normal que, com o fim da carreira de Marta se aproximando, nossa seleção consiga resultados menos expressivos. O problema é que, com a chegada de um grande ídolo, um ícone, nada se aproveitou. O maior exemplo disso é o Tênis. Guga apareceu, um ídolo com carisma e jogando em alto nível, foi o melhor do mundo. Mas uma má gestão no esporte dificultou a massificação. Guga se aposentou e o Tênis brasileiro praticamente foi com ele. É isso que está caminhando para acontecer com o futebol feminino do Brasil.

 

O que evoluiu nessa modalidade aqui? Não temos campeonatos, apenas uma Copa do Brasil, um torneio mata-mata. Até a Libertadores Feminina, um projeto, até certo ponto, ambicioso, está marcado para Outubro e nem sequer sede definida tem. Os grandes clubes não têm time feminino. O Santos, que tinha um belo time, fechou o projeto para poder pagar o Neymar. Dos 32 participantes da Copa do Brasil de Futebol Feminino, apenas três equipes participam das Séries A e B do futebol masculino (Vasco, Atlético Mineiro e Vitória. Esses valem a pena serem citados). E nossa seleção? Que projeto temos, que trabalho? Simplesmente nada. Temos ótimas jogadoras, porém falta organização, faltam campeonatos, faltam projetos, falta participação dos grandes clubes, falta quase tudo.

 

The video cannot be shown at the moment. Please try again later.

 

Um belo exemplo disso foi o último mundial sub-20. A nossa seleção entrou em campo com atletas interessantes. Faltou conjunto e armação, parecia que o grande problema na seleção era quem a comandava. Infelizmente, estamos deixando passar a oportunidade de um grande ídolo em atividade ajudar a massificar e profissionalizar o esporte no Brasil. De quem é a culpa? Não sei. Talvez de todo mundo; não estou aqui para apontar culpados. O motivo do texto é porque estou vendo o futebol feminino da nossa nação morrer aos poucos e, se não tiver uma campanha de massificação, com um campeonato nacional e uma boa ajuda para os clubes que apoiam a modalidade, vamos ter de esperar surgir outra Marta para, finalmente, virarmos uma potência no futebol feminino. Talento nós temos de sobra. Mas, por falta de oportunidade, quantas possíveis gigantes do futebol feminino podem ter ficado pelo caminho?



Sobre o Autor

Yan Cavalcanti, 22 anos, paraibano apaixonado por futebol desde pequeno. Graduando em Sistemas para Internet pelo IFPB, ex-aluno Marista, Estagiário da Dataprev, Goleiro ofensivo, gamer, e acima de tudo fã de um futebol bem jogado e analista da parte tática, sempre tentando arrumar uma forma de explicar uma partida de futebol.

Sobre o Blog

O Futeblog nasceu da vontade de compartilhar com o mundo minha visão sobre o futebol, espero aqui discutirmos de simples opiniões apaixonadas até questões táticas profundas, conto com ajuda de vocês para que possamos tornar esse blog uma ótima experiência fora das quatro-linhas, do passado ao presente, futeblog está aqui para que nós possamos mostrar como vermos esse esporte que é a maior paixão nacional de todas!

Enquete

Neymar está pronto para guiar a Seleção Brasileira em 2014?

View Results

Loading ... Loading ...