Paraíba FC

 

Foto: Pedro Alves / Voz da Torcida

Foto: Pedro Alves / Voz da Torcida

 

O Campinense Clube conquistou o titulo de campeão nordestino, pela primeira vez na sua historia, pela primeira vez na historia de um clube paraibano. Um feito espetacular por si próprio, até uma zebra, mas de fato, o Campinense foi o melhor clube da competição.

 

Amigão lotado e mais uma festa preparada, mais de 20 mil pessoas faziam a bonita festa, na partida mais importante da historia dos dois clubes. Uma festa do interior, Campinense e ASA, vindo de cidades emergentes do interior de seus respectivos estados, mas que carregam a paixão pelo futebol local acima de qualquer outro.

 

Para a partida final um favorito, a Raposa Feroz tinha uma boa vantagem consolidada na partida fora de casa, algo que atenuou o favoritismo rubro-negro a questão era saber se os jogadores do Campinense deixariam esse favoritismo virar oba-oba.

 

Em campo foram duas equipes engajadas, bem tanto taticamente quanto tecnicamente, com muito nervosismo no ar. Mas na segunda etapa não deu outra, o Campinense dominou e acabou sendo campeão do nordeste com todos os méritos possíveis!

 

Melhores Momentos

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O Campeão

 

Foto: Pedro Alves / Voz da Torcida

 

O Campinense acabou sendo eliminado da Série D de 2012 num jogo polêmico contra o Baraúnas. Depois da derrota uma base que havia sido construída na subida do time para a Série B em 2008 foi dispensada, apenas um remanescente: O goleiro Pantera! Um novo treinador e um plantel completamente desconhecido (salve exceção de Bismark) o Campinense Clube entrou em 2013 sendo uma grande dúvida.

 

Até os primeiros resultados deixaram todos raposeiros receoso, mas ao ver o futebol jogado (especialmente na surra de bola contra o Santa Cruz) teve-se certeza total de que um time exceção estava nascendo. A Raposa foi avançando como quem não quer nada e acabou derrubando os favoritos um por um. Chegou à decisão e não decepcionou seu apaixonado torcedor, resultado? Um título histórico.

 

Foto: Pedro Alves / Voz da Torcida

 

Título que tem como responsáveis principais o Presidente William Simões, que assumiu a equipe numa grande crise financeira, e o treinador Oliveira Canindé. O treinador montou um time de peças polivalentes num esquema de jogo de posse de bola, passes rápidos, virada de jogo e troca de posições o tempo todo. Em uma das partidas o Campinense executou no mínimo quatro mudanças táticas. Do time titular apenas o goleiro Pantera e o zagueirão Roberto Dias não mudaram de posição em partida alguma.

 

Time Base

 

 

Formação mais usada pela equipe do Campinense, 3-5-2 mutável para 4-4-2 losango. Wellington recuando para fazer o zagueiro pela esquerda, Edvânio pela direita e Dias na sobra. Tiago Granja e Glaybson abertos se alternando nas subidas, enquanto Panda e Dedé faziam função de marcação, com muita qualidade de passe. Bismark de armador na frente Zé Paulo e Jeferson Maranhense abertos e sempre ajudando na marcação.

 

Os Jogadores

 

Pantera: Não tomou gol em casa, sempre fazendo defesas incríveis, mas assustando na saída de bola.


Edvânio: Muita qualidade técnica, deu o suporte necessário para equipe defensivamente e ainda se mostrou um bom inciador de contra-ataques.

Roberto Dias: Grande destaque, um líder. Ótimo zagueiro.

Wellington: Volante de bom passe e forte marcação, atuou como zagueiro boa parte do campeonato e esteve excelente.


Tiago Granja: Lateral ofensivo, marcou seus gols e foi sempre um bom apoio pelo lado direito.

Dedé: Esteve em grande forma toda a competição, velocista, forte no desarme e perfeito no apoio.

Panda: O ponto de equilíbrio da equipe, líder de desarme na competição, apoiou e defendeu com perfeição.

Glaybson: Multifunção total, jogou bem quase todo campeonato, especialmente contra o Sport e na decisão.

Bismark: O Maestro da equipe, sem mais!

 

Zé Paulo: Atacante aberto, veloz e voluntarioso na marcação, marcou dois dos gols mais importantes do Campinense.

Jeferson Maranhense: Atuou em todas as posições do lado esquerdo, guerreiro e raçudo.

 

Ricardo Vilar: Ficou no banco o tempo todo, mas mostrou ser um jogador de equipe.

João Paulo: Entrou muito bem na decisiva partida contra o Fortaleza.

Anderson Rosa: Entrou numa furada, para jogar as partidas finais, mas deu conta do recado.

Bruno de Jesus: O volante mais pegador do elenco, entrou sempre que o time estava encurralado.

Danilo Portugal: As lesões no começo do ano não deixaram ele ser titular. Volante de bom passe, entrava sempre para dar equilíbrio ao time.

William: Velocista, entrava para armar contra-ataques, enlouquecendo defensores já cansados.

Andrezinho: Destruiu na partida contra o CRB, homem de velocidade e qualidade.

Ricardo Maranhão: Sempre que entrou o fez com qualidade, jogou em todas as posições do meio e foi efetivo.

Selmir: Sempre que a coisa apertava ele entrava, era o único centroavante de referência do elenco.

 

A Campanha

 

PRIMEIRA FASE

3 a 3 fora e 1 a 0 em casa, contra o  Feirense

3 a 0 em casa e 0 a 2 fora, contra o  Santa Cruz

2 a 1 fora e 1 a 0 em casa, contra o  CRB

QUARTAS DE FINAIS

0 a 0 em casa e 2 a 2 fora, contra o  Sport

 

SEMIFINAL

1 a 2 fora e 1 a 0 em casa, contra o  Fortaleza

 

FINAL

2 a 1 fora e 2 a 0 em casa, contra o  ASA

 

Até o ano de 2002 a Copa do Nordeste era a competição regional mais rentável e empolgante, em 2003 ela foi xoxa e posteriormente acabou extinta, por causa da mudança de calendário das competições nacionais (o início da Era dos Pontos Corridos). Uma tentativa de volta aconteceu, mas foi uma competição mal organizada de pouco interesse, mas em 2013 ela voltou… e pra ficar!

 

 

Com aval da CBF a Copa do Nordeste voltou com tudo, empolgante, estádios cheios e com uma fórmula bem dinâmica. E nesta edição, todos os campeões: Vitória, Bahia, Sport e América de Natal. Só que, nenhum deles vai decidir o certame.

 

 

A Primeira Fase veio com surpresas: Bahia e América de Natal ficaram na primeira fase, junto com Itabaiana, Confiança, Sousa, Salgueiro, CRB e Feirense. E a segunda fase veio com com o favoritismo de Vitória, ABC, Sport e Santa Cruz, que além de terem grande tradição, decidiam em casa. Mas o futebol, ah o futebol! Todos eles caíram em casa…

 

ASA  ABC

 

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0 a 0 na primeira partida é sempre um placar estranho, não é positivo nem negativo para nenhuma das duas equipes. O ABC então, trouxe o resultado para decidir em Natal, e marcou na primeira etapa. Parecia ter o jogo sobre controle, mas a equipe de Arapiraca foi buscar o resultado e marcou dois gols em dois minutos, aos 34 e 35. Com isso conseguiu a classificação suada.

 

CEARÁ  VITÓRIA

 

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O Vitória conquistou um resultado incrível fora de casa, o 2 a 0 no Presidente Vargas praticamente selava a vaga rumo o hexacampeonato nordestino do rubro-negro baiano. Mas ninguém contava com um Ceará extremamente aguerrido, que lutou de todas as formas e acabou goleando o Vitória. 4 a 1, fora o baile. O Barradão não estava lotado, dando a impressão que alguns torcedores estavam guardando as economias para a Semifinal!

 

CAMPINENSE  SPORT

 

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O Sport sabia que pegaria um adversário complicado, mas mesmo assim achou que tranquilamente decidiria em casa. Conseguiu um empate preguiçoso e sem gols em Campina Grande e apostou suas moedas na partida em casa. Mas o clube paraibano não se intimidou e manteve-se ofensivo desde o início da partida, conseguiu marcar dois gols depois de sofrer o primeiro. No final da partida o Sport ainda empatou e colocou pressão pela virada, mas como A MELHOR DEFESA É A POSSE DE BOLA, o time do intelingente Oliveira Canidé avançou.

 

FORTALEZA  SANTA CRUZ

 

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Se há um time da virada nessa Copa do Nordeste, ele é o Fortaleza. O Tricolor de Aço perdia por 2 a 0 em casa, quando conseguiu virar a partida, mesmo assim o Santa Cruz ainda conseguiu empatar. Com a vantagem e o Arruda lotado a Cobra Coral marcou com cinco minutos de jogo e teve volume de jogo para golear. Só que não marcou, depois o Fortaleza crescer, o tricolor cearense empatou e aos 47 virou o marcador. Aos trancos e barrancos a equipe cearense vai chegando longe.

 

AS SEMIFINAIS

 

CAMPINENSE X   FORTALEZA

 

O Campinense ainda está com o Fortaleza entalado na garganta. Em 2011 o clube paraibano foi rebaixado para a Série D por causa de uma partida controversa entre CRB e Fortaleza. Em que a equipe cearense precisava marcar quatro gols em 20 minutos, e conseguiu depois de ter o goleiro adversário expulso e muitos pedidos de “entrega”. No final de contas nada foi feito e o Campinense tenta uma vingança moral dentro de campo, já que o fez nessa competição contra o CRB. Um jogo interessante, qual vejo o Campinense com um time melhor e mais bem montado, resta saber se a camisa do Fortaleza equilibrará as coisas.

 

ASA  CEARÁ

 

As duas equipes se classificaram com muita dificuldade e protagonizaram viradas épicas. O Ceará parece ter tido o maior ganho emocional e pode ser considerada favorita por ter eliminado tanto Bahia quanto Vitória, equipes que tinham muito favoritismo para levar a Taça este ano.

 

Campinense 4 x 0 Sousa

 

A partida tinha tudo para ser interessante. Campinense e Sousa fariam seu quarto encontro em duas semanas, o clube de Campina Grande precisava apenas de um empate para conquistar o caneco que não vinha desde o belo time de 2008 que levou a Raposa à série B do Brasileirão. O Sousa vinha como franco-atirador, mas com um time coeso, estruturado, bem armado e disciplinado taticamente, pronto para realizar um novo Amigazzo (que ocorreu quando venceu o Treze na final de 2009).

 

Taticamente Falando

 

 

O time da casa veio para campo com 3-5-2. Breno e Ben-Hur marcando pelos lados e Padilha na sobra, Madson e Renatinho muito bem ofensivamente como alas. No meio campo Charles Vagner como primeiro volante e Anderson Paulista chegando ao ataque. Na armação um inspirado Adriano Felício na frente Potita aberto e Warley de centroavante, os lados foram a principal arma da Raposa Feroz.  No lado do Dinossauro, a equipe do escudo mais bacana do mundo, jogou com um 4-4-2 Losango, com William fazendo papel vez de volante, vez de meia direita, na defesa a linha de quatro, os zagueiros estavam bem, mas os laterais deram muito espaço facilitando as chegadas pelos lados. No meio campo Jefferson e Ivson marcavam, com William fazendo duas funções. Esquerdinha armando pelo centro e os dois centroavantes abrindo para armar o contra ataque.

 

Primeiro Tempo


Não tardou e o Campinense foi pra cima com tudo, teve boas chances deixando acuado o Sousa, que aparentemente veio com uma postura defensiva para sair no contra-ataque.  O Campinense mandou no jogo os primeiros minutos e deu trabalho à defensiva do Sousa que se esforçava, Madson e Renatinho apareceram muito fazendo das pontas a maior arma do Campinense, Madson foi ajudado por Potita, enquanto Renatinho tomava conta do lado esquerdo. Porém ambos citados não acompanhavam a marcação, e nos contra-ataques o Dinossauro chegou a ter boas chances pegando a defesa no mano a mano, mas com finalizações pífias.

 

Foto: Yan Cavalcanti (Futeblog)


Aos nove Anderson Paulista obrigou Anderson a fazer ótima defesa. Renatinho aos 17 cobrou uma falta por cima. O Sousa chegou a ter chances, mas foram abafada pela defesa ou pelo goleiro Pantera. O jogo ficou mais pegado e aberto com o passar do tempo, a equipe de Campina Grande ainda teve duas boas chances de cabeça e uma furada incrível de Potita na pequena área, quando aos 40 minutos Renatinho recupera uma bola dentro da área e passa para Felício que com tranquilidade apenas desloca o guarda redes sousense e abre o marcador. O Sousa ainda teve uma chance na cobrança de falta de Camilo, a partida foi para o intervalo com 1 a 0 para o Campinense.

 

Segunda Etapa


O Campinense parecia melhor, mas o jogo estava estranho. Suélio Lacerda, treinador do Sousa, tirou o volante Jefferson e colocou o zagueiro Renan, assim acabando do à fragilidade defensiva das pontas, porém, deixou a equipe mais lenta e com dificuldades para passar a bola. A estratégia do Sousa era clara, segurar a marcação e partir para cima com tudo. O Campinense voltou com uma modificação tática que vem se repetindo, Renatinho volta para a lateral e Diego Padilha sai da zaga para ficar como lateral direito, deixando Madson como meia. Com isso a Raposa passou a tocar mais rapidamente às vezes envolvendo o Dinossauro.

 

O Sousa assustou mais com um belo chute de Eduardo Rato para a defesa de Pantera. O Sousa ainda teve duas boas chances de falta, mas o clube sousense estava descalibrado. Aos 20 Esquerdinha chuta forte da entrada da área para uma estranha defesa de Pantera, espalmando para fora da área como se estivesse empurrando alguém.  Nessa altura o Sousa equilibrou as forças e passou a atacar com mais frequência, foi aí que Freitas lançou Sidnei. Sidnei entrou em campo e demonstrou ter muita qualidade técnica, logo depois entrou o ídolo da torcida raposeira Marquinhos Marabá, decisivo outrora agora buscava redenção desde seus problemas de lesão que tem enfrentado. Aos 28 do segundo tempo, Totonho, que havia substituído Madson, recebeu uma boa bola na direita e cruzou na medida para Marquinhos Marabá marcar de peito e fazer o segundo gol do Campinense, repetindo o gesto que fez em 2008 quando marcou o gol do titulo contra o Treze: com as mãos mostrando que acabou o jogo.

Foto: Yan Cavalcanti (Futeblog)

 

E acabou mesmo, desesperado o Sousa foi pra cima com tudo e deixou brecha para mais dois gols, aos 40 numa linda jogada dentro da área quando Sidnei driblou alguns defensores e acerou o ângulo e aos 42 quando o zagueiro Breno cruzou para Warley, mas o defensor do Sousa acabou empurrando para sua própria meta, decretando o título rubro-negro. Vale ressaltar que a arbitragem foi impecável. Mostrou disciplina e tranquilidade, houve alguns lances polêmicos de impedimento, mas nada inaceitável foi um belo espetáculo em todos os sentidos.

 

Pós-Jogo


 (Foto: Silas Batista)

(Foto: Silas Batista)


O Campinense volta a conquistar um titulo depois de subir para série B e voltar para a série D, merecidamente ele leva o caneco de 2012 e fica com muita moral para o Campeonato Brasileiro. A equipe está equilibrado e tem bons jogadores para a disputa do torneio nacional, mas ainda deve se reforçar com atletas de equipes paraibanas que não estão disputando mais nada esse ano. O Campinense é campeão com méritos, mas terá pouco tempo para comemorar, dia 27 começa outra guerra. O mesmo vale para equipe do Dinossauro, que mostrou bom futebol e acima de tudo mostrou profissionalismo, com um bom elenco a equipe deve se reforçar na defesa e no meio campo, mas tem uma boa equipe que pode ir longe no torneio nacional. Agora se tem falar que as duas equipes estão bastante unidas e isso foi primordial para que elas chegassem aonde chegaram, esperamos que isto se mantenha e que seja continuado o bom trabalho da diretoria do Sousa com a construção do CT. Teremos dois bons participantes no Campeonato Brasileiro, esperemos que cheguem longe.

 

BOTAFOGO-PB 2 x 3 CAMPINENSE

 

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Pré-Jogo

Campinense já na decisão viajava a João Pessoa para enfrentar o time da capital. O Botafogo se classificou em último e tem apresentado um contestado futebol, precisou da ajuda do seu rival Auto Esporte para passar de fase e agora procurava crescer para passar pelo favorito de Campina Grande.


Taticamente Falando

 

 

O Campinense teve de mudar seu estilo de jogo, foi pra campo com um 3-5-2, diferente de seu habitual 4-4-2. Dessa forma a equipe se postou melhor e a defesa acabou falhando menos, Breno e Ben-Hur foram os zagueiros de lado e Diego Padilha ficou na sobra, às vezes podendo sair com a bola e atuar como volante. Os alas jogaram muito na frente apoiando o tempo todo, mas mostraram pouca força defensiva, talvez por isso o esquema com 3 zagueiros. Charles Wagner e Anderson Paulista de volantes que saiam para o jogo compunham o meio campo com Adriano Felício, que só joga com a bola e pouco marcou. Na frente Warley de centroavante e Potita às vezes aberto às vezes mais próximo de Warley, Potita teve um bom papel defensivo, sempre voltando para acompanhar as subidas do lateral esquerdo. O Botafogo veio com um 4-4-2 Losango: Joílson, Henrique, Rogério e Adriano formavam a linha defensiva. Diego jogou de primeiro volante e fez bem seu papel, mais a frente Nino e Izaías fechavam bem o meio campo. Izaías pra mim um dos grandes destaques, pois jogavam em todos os lados do campo, com a bola e sem a bola. Leomir fazendo a função de camisa 10, mas não produziu muito, na frente dois centroavantes: O esforçado Jales e Elivelto. O Botafogo também teve alguns desfalques, mas continuou no seu modo de jogar.

 

Primeiro Tempo

 

A premissa era interessante, mas o campo não ajudou muito. De longe dá pra ver claramente que o gramado do Almeidão, outrora um dos melhores do Brasil, é completamente improprio para prática de futebol. As equipes passaram muito tempo se estudando e o jogo começou bem truncado, mas a dificuldade de jogar do Botafogo estava bastante clara. O Campinense fez o bom Genivaldo mostrar serviço num chute de fora da área, mas só aos 10. Aos 14 Izaias deixou Elivelto frente a frente, mas este desperdiçou.

 

Campinense e Botafogo-pb 3 a 2 no Almeidão (Foto: Larissa Keren)

*Foto: Larissa Keren

 

O Botafogo no coração começa a atacar mais, porém sem efetividade a maioria com chutes de longe e o Campinense não conseguia sair, até que num lance bobo o goleiro Pantera teve de sair da área e errou o cabeceio, mas Jales só alcançou a bola sem angulo Breno cortou. O Botafogo foi se atrevendo e deixando a fraca defesa aberta, foi aí que a Raposa abriu o marcador, aos 30 Warley recebeu a bola na entrada da área, invadiu-a, fintou o defensor que o acompanhava e de perna esquerda colocou no cantinho de Genivaldo, Golaço e 1 a 0. Pouco depois Pantera quase entregou o ouro, Joílson cobrou escanteio e o arqueiro raposeiro tentou jogar para escanteio e acertou a trave. Fim de Papo

 

 

Etapa Final

 

 

Precisando o Botafogo mudou, colocou os atacantes Claudio e Yla nos lugares do também atacante Elivelto e do volante Diego. O Botafogo jogou num 4-3-3 com Cláudio voltando para ajudar na marcação quando pode. O Campinense mudou na defesa, Diego Padilha passou de líbero para lateral direito e a defesa fechou com 4. O meio campo virou Losango também, com Totonho de volante pela direita, mas sempre subindo. A partida ficou mais aberta e deu margem para mais erros da defesa. Aos 14, cruzamento da esquerda, nenhum zagueiro corta e Warley domina sozinho e só escora, 2 a 0 Raposa em cima do Belo. Parecia que viraria goleada, mas não deu um minuto e Jales marcou um golaço: Recebeu na entrada da área e ao estilo Kaká acertou o angulo esquerdo do goleiro Pantera, 2 a 1, para incendiar a torcida alvinegra.

 

*Foto: Larissa Keren

 

O Botafogo cresce mais no coração que na técnica e esteve próximo de empatar se não fosse o arqueiro Pantera, porém aos 26 uma falta da entrada da área, e o então criticado Renatinho chutou entre a barreira, mal colocado Genívaldo não pode fazer nada, 3 a 1. O jogo fica mais pegado, e o Botafogo conseguiu achar um gol no belo chute de Izaias de fora da área. O Botafogo ainda teve boas chances que foram paradas por Pantera ou foram parar longe do gol, fim de papo Campinense 3 a 2 fora de casa.

 

Fim de Papo

 

O Resultado deixa a Raposa Feroz próxima da decisão de turno que, tendo a vantagem de dois resultados iguais o Campinense pode até perder por um gol e passará a final. Cabe ao Botafogo reverter à situação em Campina Grande. Na outra partida o Sousa em casa venceu o poderoso Treze por 2 a 0 e tem boas possibilidades de passar, mas nada está definido.

 

AUTO ESPORTE 1 x 1 CAMPINENSE

Não liguem para os comentários bairristas =P

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Auto Esporte e Campinense já foi um jogo de importância unica no estado da Paraíba, mas o prelúdio para esta partida não seria o mesmo de outrora. Faz tempo que o Auto Esporte de João Pessoa ( 5º maior campeão estadual com 6 títulos) não dá alegrias a seus sofridos adeptos, e esse ano tinha tudo para que fosse a volta gloriosa do time dos automobilistas à primeira divisão e quem sabe fazer bonito, depois de muito tempo. De 2004 pra cá o Auto não consegue se estabilizar na primeira divisão do estadual, e vive alternando entre primeira e segunda divisão mas o titulo da Copa Paraíba e a vaga para a Copa do Brasil pareciam ter acordado o grande adormecido, apenas parecia.

Campinense era o líder, Auto na zona de rebaixamento (mesmo com dois jogos a menos), o acanhado mas amigável Estádio da Graça recebia público razoável – com maioria de torcedores visitantes. O clima estava bom mas o gramado não, além do mais as dimensões do campo não me pareciam oficiais.

 

 

As duas equipes foram para partida, e começaram basicamente com a mesma formação. 4-3-1-2 Torto, o Auto jogava com um esquema mais protetor, e algumas vezes um dos volantes virou terceiro zagueiro, a defesa ficava fragilízada por laterais que não marcavam tão bem, e os dois zagueiros pareciam saber atuar apenas pela direita, trocaram muito de lado e tiveram qualquer qualidade quando precisavam sair pelo lado esquerdo. Eram três volantes, sendo que só um saía para o jogo, Pedro Neto armava o jogo pela meia esquerda e na frente um centro-avante e um atacante que abria mais pela direita. O Campinense parecia mais bem postado, também com uma linha de 4 na defesa e com laterais bem ofensivos. Ben Hur e Breno pareciam seguros, a trinca de volantes era formada por Henrique, postado a frente dos zagueiros Rhuan pela esquerda e Claudemir pela direita, esses dois saiam bem para o jogo, mas não foram tão bons na marcação, as vezes fazendo faltas bobas. O Camisa 10 do losango deveria ser Dio mas este jogou aberto demais pela esquerda, pouco produziu, pouco apareceu, na frente o experiente Warley de centro-avante e Potita bem aberto pela direita, ou seja as equipes eram espelhos umas das outras.

Auto Esporte 1 x 1 Campinense, na Graça (7ª rodada do Paraibano) (Foto: Renata Vasconcellos)

As equipes se estudaram muito, e a marcação estava bastante forte, o Campinense tinha mais qualidade, porém a figura apagada de Dio fez com que a equipe jogasse com muitos lançamentos, a maioria não aproveitada, o que tornou o jogo feio. O Auto tentava entrar por passes, mas não conseguia passar pela defesa, a primeira chance do jogo veio apenas aos 28 quando Ben-Hur acertou um belo cabeceio no canto da trave. Warley ainda perdeu um gol frente a frente com o goleiro. Aos 30 o até então seguro goleiro Pantera soltou um chute fraco de Alcimar, Romarinho pegou o rebote e obrigou o arqueiro rubro-negro a fazer uma grande defesa. O jogo ficou truncado e terminou num 0 a 0 com o Campinense melhor.

Na segunda etapa as equipes voltaram com a mesma formação, mas o Auto bastante superior. Boas chances perdidas inclusive uma grande defesa de Pantera numa chance dentro da pequena área. Aos 14 o treinador do Campinense Freitas Nascimento sacou Dio e colocou o ídolo Marquinhos Marabá, deixando o meio campo mais distante do ataque, isso fez com que a Raposa tentasse apenas a ligação direta como forma de ataque, embora agora tivesse mais qualidade na frente, o jogo simplesmente não fluía. A pequena mas barulhenta torcida do Auto pediu e um dos seus maiores ídolos, o já aposentado e atual gerente de futebol Maia entrou em campo e um minuto depois, o até então seguro zagueiro Ben-Hur deu uma furada catastrófica e deixou a bola fácil para Romarinho marcar o primeiro. 1 a 0 para o time da capital!

Wartley faz o gol do Campinense no empate em 1 a 1 contra o Auto Esporte (Foto: Renata Vasconcellos)

O Auto se fechou e o Freitas pós o jovem Talysson em campo. Ele mudaria a partida, sendo o elo de ligação meia-ataque, com velocidade ele caiu como uma luva para o jogo do rubro-negro. Após uma jogada individual ele driblou Márcio Paraíba e acabou se chocando com as costas do defensor Alvi-Rubro, causando um Penalti bem discutível e depois de 4 minutos de discussão e do goleiro Rodrigues praticamente estragar a marca da cal, Warley cobrou no meio do gol e empatou a partida. As duas equipes tentaram fazer o gol da vitória mas de nada adiantou, terminou 1 a 1, num empate sem sabor em que as duas equipes foram parecidas e o placar foi merecido, ruim para os dois!

Destaques a se ressaltar:

Auto Esporte:

Goleiro tranquilo, inspirando confiança

Defesa bastante insegura

Meio Campo confuso, mas joga com a bola no chão

Ataque sempre levando perigo

Campinense:

Goleiro que alterna entre seguro e desastroso

Defesa segura, embora tenha falhado

Meio-Campo embora com qualidade nos passes, não consegue armar

Ataque lento embora perigoso

Destaque Positivo: Talysson – Conseguiu colocar fogo na partida

Destaque Negativo: Renatinho – Jogou mal e ainda errou 3 escanteios jogando a bola para lateral

 

Outros jogos


Treze 1 x 0 Botafogo

Sousa 2 x 1 Flamengo

Nacional de Patos 1 x 3 Paraíba

 

Classificação

1 Sousa 15

2 Campinense 14

Treze

4 Botafogo 11

Paraíba

6 CSP 10

Nacional de Patos

8 Esporte 7

9 Auto Esporte 4

10 Flamengo 1

 

 

 



Sobre o Autor

Yan Cavalcanti, 22 anos, paraibano apaixonado por futebol desde pequeno. Graduando em Sistemas para Internet pelo IFPB, ex-aluno Marista, Estagiário da Dataprev, Goleiro ofensivo, gamer, e acima de tudo fã de um futebol bem jogado e analista da parte tática, sempre tentando arrumar uma forma de explicar uma partida de futebol.

Sobre o Blog

O Futeblog nasceu da vontade de compartilhar com o mundo minha visão sobre o futebol, espero aqui discutirmos de simples opiniões apaixonadas até questões táticas profundas, conto com ajuda de vocês para que possamos tornar esse blog uma ótima experiência fora das quatro-linhas, do passado ao presente, futeblog está aqui para que nós possamos mostrar como vermos esse esporte que é a maior paixão nacional de todas!

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