Mundo da Bola

 

A Copa Africana de Nações é sempre um prato cheio para partidas equilibradas e muitas zebras. E claro, esta edição não foi diferente: a atual campeã Zâmbia e a classificada para última copa Argélia ficaram na primeira fase, Cabo Verde teve de ser assaltada para não ir à semifinal, Burkina Faso chegou a derradeira fase e a poderosa, e talvez o melhor time africano da história (com exceção do goleiro) ficou por terra! Mais uma vez Costa do Marfim fica no caminho e não traduz toda sua superioridade técnica em resultados.

 

A África do Sul, dona da casa, não decepcionou, numa tentativa de finalmente rejuvenescer sua seleção os Bafana Bafana começaram tropeçando, mas deixaram uma boa impressão. Mali e Gana estão em boa fase e podem ser considerados favoritos, já a Nigéria está se encontrando, depois de alguns anos no limbo. Já Burkina Faso faz sua melhor campanha da história, com um futebol envolvente e interessante, a zembrona dessa edição vem com tudo para a decisão.

 

Análises e Palpites

 

Mali  Nigéria

 

 

Jogo difícil de se prever. Mali tem uma geração forte que faz bonito desde os Jogos Olímpicos de 2004. Os liderados de Seydou Keita atingiram a maturidade e tem nessa CAN a grande chance de conquistar o primeiro título Africano para a seleção, que já foi vice em 1972. Já a outrora badalada seleção nigeriana, depois de um bom tempo numa entressafra, parece agora estar voltando a formar uma boa seleção, não é a favorita, mas tem chances de passar equivalentes com a seleção malinesa.

 

Palpite: Mali

 

Burkina Faso  Gana

 

 

Burkina Faso é a sensação da competição, o time não tem craques nem jogadores nas maiores equipes da Europa, mas jogam com garra e sem responsabilidade. Pode nem passar, mas já chocou o futebol africano e ainda pode mais. Já Gana é a seleção mais consciente da competição, segunda melhor africana depois da Costa do Marfim. Tem um time equilibrado e jogadores consagrados, é favorito ao título, o que não significa muito para um CAN!

 

Palpite: Gana

 

 

Passou-se quase um ano do massacre de Port Said. O Al Masry o tradicional Al Ahly em casa e no sexto minuto de acréscimo do segundo tempo a torcida do time da casa invadiu o campo para comemorar e agredir jogadores e a torcida adversária. Os torcedores do Al Ahly foram massacrados enquanto a polícia observava sem tomar alguma atitude. Morreram 79 pessoas, 49 foram presas. O campeonato Nacional do Egito foi paralisado, o Al Ahly anunciou a desistência do futebol, alguns atletas se aposentaram, incluindo o ídolo Aboutrika.

 

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Algum tempo depois a direção da equipe de maior tradição do Egito voltou atrás e decidiu seguir em frente na Liga dos Campeões da África, competição em que conseguiu se sagrar campeão e conquistou uma vaga importante para jogar o Mundial de Clubes da Fifa.


 

O Al-Masry foi proibido de jogar a Liga Nacional, sendo suspenso e rebaixado para a última divisão. E depois de um ano, 73 torcedores do Al-Masry foram condenados, 21 deles à pena de morte. Depois da condenação, torcedores protestaram contra a condenação na frente do Estádio em Port Said, claro, aconteceu confronto com a polícia e mais 26 pessoas acabaram perdendo suas vidas.

 

 

Parece que a violência não tem data para acabar no Egito!

 

O ano acaba quando a FIFA faz sua festa, portanto podemos começar 2013! Aqui vamos informar e analisar os vencedores dos prêmios FIFA Bola de Ouro de 2012 de acordo com a nossa opinião.

 

PRÊMIO FAIR PLAY

Federação de Futebol do Usbequistão Uzbekistan

 

Poderiam dar para o Kleber Gladiador né? Só que não

 

PRÊMIO PRESIDENCIAL


Franz Beckenbauer Germany

 

Tudo que Franz Beckenbauer ganhar é bem dado

 

PRÊMIO PUSKAS

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Miroslav Stoch  (Fenerhbaçe)

 

Injusto, não foi mais bonito que o gol de Neymar, muito menos o de Falcao Garcia.

 

MELHOR XXI


Casillas  (Real Madrid)

Daniel Alves  (Barcelona)

Pique  (Barcelona)

Sergio Ramos  (Real Madrid)

Marcelo  (Real Madrid)

Xabi Alonso  (Real Madrid)

Xavi  (Barcelona)

Iniesta  (Barcelona)

Messi  (Barcelona)

Falcao  (Atlético de Madrid)

Cristiano Ronaldo  (Real Madrid)

 

Toda lista é sempre discutível. Acho que Yayá Touré foi melhor que Xabi Alonso e Hummels e Pepe tiveram um ano tão bom quanto dos zagueiros escolhidos. Já nas laterais Alba poderia ter a vaga na esquerda e Lahm e Ivanovic poderiam brigar na direita, apenas pelo ano que fizeram, no geral os brasileiros são melhores.

 

MELHOR TREINADOR – FEMININO


Pia Sundhage  (Seleção dos Estados Unidos)

 

Merecido, sem mais.

 

MELHOR TREINADOR – MASCULINO


Vicente Del Bosque  (Seleção da Espanha)

 

Mais que merecido, ainda conseguiu unir atletas de Real Madrid e Barcelona na fase mais pesada da rivalidade.

 

MELHOR JOGADORA


Wambach  (MagicJack)

 

Venceu merecidamente, foi a melhor. Infelizmente nossa Marta tem perdido o pique.

 

MELHOR JOGADOR


Messi  (Barcelona)

 

Venceu merecidamente, mais aqui.

 

Esse ano foi especial para Lionel Messi, que marcou 90 gols no ano, 50 deles no Campeonato Espanhol. Todo ano a IFFHS conta os gols marcados pelos atletas em todos os campeonatos nacionais do mundo. Aqui está a lista do Artilheiros de 2012, contando apenas os gols marcados em campeonatos nacionais de primeira divisão.

 

LISTA COMPLETA AQUI

 

 

Brasileiros na Lista

 

14. Wesley – FC Vaslui e Al-Hilal – 27 Gols / 33 Jogos

21. Israel Silva - CSD Xelajú – 26 Gols / 50 Jogos

28. Cleiton – BEC Tero Sasana F.C. – 24 Gols / 29 Jogos

54. Terencio Oliveira – Marquense – 22 Gols / 47 Jogos

56. Victor Simões – Al-Ahli – 21 Gols / 26 Jogos

58. Rafael Ledesma – Suduva Marijampole – 21 Jogos / 32 Gols

61. Nenê – PSG – 21 Gols / 35 Jogos

67. Fred – Fluminense – 20 Gols / 28 Jogos

69. Lima – Braga e Benfica – 20 Gols / 30 Jogos

 

 

O mítico Estádio de Yokohama estava pequeno para a festa preparada para a decisão do mundial de clubes. De um lado, o Corinthians, o gigante brasileiro, buscando o primeiro título mundial fora do País. Do outro, o milionário Chelsea, um time em meio a uma crise, mas que contava com atletas valiosos, de fortes seleções do mundo. Um grande embate estava prestes a se decidir.

 

Taticamente falando

 

 

O Corinthians já havia mudado seu jeito de jogar para disputar a competição, sai o esquema 4-3-3, com falso nove, e entra o 4-2-3-1, com centroavante fixo. A raça e o faro de gol deram a Guerrero o posto de titular absoluto. Para a decisão, Tite colocou Jorge Henrique, para marcar pela direita, voltando até a lateral, para acompanhar o perigoso Hazard. Na esquerda, a novidade foi Danilo, que também ajudou na marcação do veloz Moses. Emerson foi deslocado para a armação central, sempre encostando em Guerrero, e decisivo, como sempre. Na defesa, nenhuma novidade, só um dia absolutamente inspirado de Cássio.

 

Já o Chelsea veio no seu esquema habitual. 4-2-3-1, com as mesmas peças que tem usado na Premier League. Hazard e Moses bem abertos; Mata tentando armar; Lampard fazendo lançamentos e saindo pelo meio; e Ramires abrindo pelos dois lados. Quando conseguiu ficar compacto e aproximar as linhas, foi perigoso. O sistema de marcação no meio campo foi eficaz. Moses merece um destaque a mais, por ser um jogador que atuou na partida alternando três posições, mas está longe de ser um craque. Sobre Oscar fora do time, digamos que ele é pior que Hazard, é diferente do Moses e está no mesmo nível do Mata; é com o espanhol que o camisa 10 da seleção tem de disputar posição.

 

Inicio da guerra

 

O Chelsea parecia que ia mandar na partida. começou mais seguro e ofereceu perigo mais rápido. Aos 11, escanteio para os Blues: a bola sobrou para Cahill, que chutou, e Cássio fez a primeira, das muitas boas defesas dele na partida. Foi a partir daí que o Corinthians deixou o nervosismo pra trás e passou a jogar de igual para igual com o clube inglês. Com mais posse, o Timão começou a tomar conta da partida, fato que deixou a equipe campeã europeia nervosa.

 

Aos 30, Emerson aproveitou um erro da defesa inglesa, mas acabou chutando por cima. Já aos 35, Guerrero fez boa jogada, porém finalizou estranho, já que a bola sobrou para o Sheik, que chutou no pé da trave. Quando o time brasileiro era melhor, foi que o Chelsea conseguiu sua melhor chance: Moses recebeu na entrada da área e chutou, colocado na gaveta, mas o gigante Cássio estava lá para desviar para escanteio. Acabou-se o primeiro tempo, com uma sensação estranha de jogar melhor, mas não ter as melhores chances.

 

O segundo tempo e o título

 

O alvinegro paulista voltou ainda mais confiante para a segunda etapa, marcando no campo adversário, tentando ficar com a bola e atacando quando podia. Todavia o clube londrino ainda tinha espaço. Cássio teve trabalho mais uma vez, quando Hazard chegou cara a cara e chutou em cima do arqueiro. O clube brasileiro continuava melhor, passando a arriscar de longe. Aos 23, a bola veio do meio, Paulinho passou de letra para Jorge Henrique, que devolveu de cabeça; a bola sobrou para Danilo, que cortou um zagueiro e chutou prensado. A redondinha sobrou serelepe para Guerreiro empurrar de cabeça, desviando de três defensores postados em cima da linha.

 

 

A partir daí, foi um deus nos acuda. Entrou Oscar, e o Chelsea começou a criar boas chances. Mas o Corinthians conseguia jogar com inteligência, prendendo bem a bola e partindo para o contra-ataque. Aos 41, Fernando Torres recebeu sozinho, mas Cássio mais uma vez salvou o Timão. Aos 46, Fernando Torres ainda marcou de cabeça, mas o atacante estava em posição irregular. Ainda deu tempo de Cahill ser expulso. Mas não deu mais para o clube inglês; deu Corinthians, BICAMPEÃO MUNDIAL DE CLUBES!

 

E aí?

 

 

O Corinthians foi campeão mundial com méritos. Uma nova era tática no Brasil pode estar se formando, um time que joga tanto com a bola, quanto sem a bola. A invasão corintiana foi a cereja do bolo, algo sem precedentes, talvez pela nova era econômica do nosso País. A torcida foi lá, deu show, empurrou o Corinthians e, com certeza, chamou a atenção de todo o mundo!

 

A raça e a vontade de ganhar, fora a fome insaciável de roubar a bola, são características de quase todos os clubes brasileiros que foram campeões do mundo, nos últimos anos. Mas esse título foi diferente. Dessa vez, o clube brasileiro jogou de igual para igual, mostrou bom futebol e chegou a dominar a partida, algo que eu nunca tinha visto, em nenhum campeonato mundial de clubes. (Mas também, acompanho só desde 96).

 

O futebol argentino sempre foi a pedra no sapato de todos os clubes brasileiros em competições internacionais. Mas essa realidade tem mudado há algum tempo. Se não bastasse a supremacia brasileira na seleção nacional, tendo vencido três finais consecutivas (duas com o time B e uma num chocolate absurdo) a seleção “hermana”, agora a vez dos clubes brasileiros conseguir a hegemonia nos torneios sul-americanos.

 

 

São oito finais consecutivas de clubes brasileiros nas ultimas Copa Libertadores, três títulos em sequencia (que deveriam ser quatro se o Cruzeiro não tivesse entregado a rapadura para o Estudiantes). Que a economia brasileira está forte e a argentina vive em crise, isso já não é novidade, a questão é que nos últimos anos os clubes daqui aprenderam a usar a força da nossa economia em prol dos times e a distancia entre nossos clubes parece gigantesca. Já que os melhores argentinos estão na Europa, aqui ainda temos boa parte de nossos craques.

 

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Então com isso, uma equipe grande como o Boca pode até, com muita raça, equilibrar as coisas, mas e uma equipe pequena como o Tigre? Não jogaram, não conseguiram, apelaram se irritaram e desistiram. Houve confusão e ninguém é santo, mas da pra ver claramente que a partida foi avacalhada pelos jogadores que defendiam o escuto argentino, pra que tentar invadir o vestiário adversário? O resto é conversa pra lá e pra cá e deve ser apurado, se o São Paulo tiver alguma culpa terá de ser punido. Agora se o time argentino estiver dando uma de Roberto Rojas, então cara, deveria ser suspenso por no mínimo 10 anos.

 

 

O pouco que vimos em campo foi um massacre, em que um clube tentou atrapalhar, derrubar, bater, pelejar, mas o futebol falou mais alto. Deixando claro que se Luís Fabiano não tivesse luisfabianado na primeira partida o tricolor teria saído com um placar positivo já na primeira partida. O esquema com um centroavante foi fulcral para destruir o esquema defensivo do Tigre. Lucas foi preciso, marcou n sua primeira chance, de canhota. Depois serviu açucarado para Osvaldo dar números finais ao primeiro tempo, que foi o único, festa para o São Paulo. A cena mais bonita da festa aconteceu já no pódio, quando Rogério Ceni passou a braçadeira para o jovem Lucas, que levantou a taça!

 

 

O tricolor termina o ano com um titulo e começa o ano com expectativas altas, o clube se achou e deve fazer bonito, só que um substituto competente para Lucas se é necessário. No mais, é time para brigar por todos os títulos. Já Lucas, tende a crescer bastante ao lado de jogadores como Ibra, numa liga que não é tão forte, é ideal. Com certeza veremos uma evolução tática e, se deus quiser, ele vai começar a jogar de cabeça erguida e não correr olhando para a bola, aí ele será um grande craque!



Sobre o Autor

Yan Cavalcanti, 22 anos, paraibano apaixonado por futebol desde pequeno. Graduando em Sistemas para Internet pelo IFPB, ex-aluno Marista, Estagiário da Dataprev, Goleiro ofensivo, gamer, e acima de tudo fã de um futebol bem jogado e analista da parte tática, sempre tentando arrumar uma forma de explicar uma partida de futebol.

Sobre o Blog

O Futeblog nasceu da vontade de compartilhar com o mundo minha visão sobre o futebol, espero aqui discutirmos de simples opiniões apaixonadas até questões táticas profundas, conto com ajuda de vocês para que possamos tornar esse blog uma ótima experiência fora das quatro-linhas, do passado ao presente, futeblog está aqui para que nós possamos mostrar como vermos esse esporte que é a maior paixão nacional de todas!

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