Orgulho da Nação

O Major Galopante Ferenc Puskás (1927-2006) um dos maiores jogadores da historia do futebol, marcando mais de 500 gols oficiais e mais de 1000 contando todos, sendo considerado o maior artilheiro do futebol mundial. Tranquilo, técnico de passes e dribles precisos e um potente chute de perna esquerda, Puskás é o maior ídolo do futebol húngaro, o Orgulho da Nação.


Inicio, Honvéd e Seleção Hungara


começou sua carreira com 16 anos em 1943, aos 18 foi convocado para seleção húngara pela primeira vez. Começou no Kispest, embora popular nunca tinha vencido uma liga húngara. Porém 1949 tudo começaria a mudar, em pleno inicio de Guerra fria, o vice-ministro de Esportes e treinador da seleção húngara Gustav Sebes, que montou um plano que visava mostrar ao mundo a força da nação sob regime soviético. Era o seguinte, ele tinha o poder de manipular totalmente o futebol húngaro, então criou duas equipes, o Honvéd que seria a união do Kispest com o exercito húngaro e o Voros Logobo que seria a união do MTK com a policia. Depois de criadas as equipes, Sebes procurou minunciosamente os melhores talentos do futebol húngaro e dividiu por essas equipes, fazendo a base da seleção húngara se entrosar por completo.

 

Então começou o grande domínio do Honvéd na Hungria e da seleção Húngara no futebol mundial. A seleção ficou invencível por 4 longos anos, vencendo os jogos olímpicos e sendo vice campeã mundial, mesmo sendo considerada a melhor de longe a melhor equipe do torneio. Comandados por Puskás a equipe não só vencia, como também mudou totalmente o jeito de jogar futebol, a evolução do MW (tática adotada na época por praticamente todas equipes do mundo, que consistia num 3-2-5) e o prelúdio do “futebol total” Holandês de 1974.

 

O sistema de jogo era fascinante, e consistia em que todo mundo teria de saber jogar com a bola nos pés, inclusive o goleiro, e era extremamente ofensivo. A Hungria comandada por Puskás chegou as olímpiadas de 1952 em Helsinque e saiu vencedor com facilidade. Passando por Roménia (2 a 1), Itália (3 a 0), Turquia (7 a 1), Suécia (6 a 0) e Iugoslávia (2 a 0). Veja o belo gol de Púskas na final contra a Iugoslávia:

 

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Passada as olímpiadas a Hungria goleou por 6 a 3 a Inglaterra no conhecido “Jogo do Século” qual pela primeira vez uma equipe derrotava o English Team em Wembley, e foi um passeio. A equipe Inglesa tinha costume de provar ser a melhor e pela primeira vez levou essa surra, o tática de Sebes combinada com o falso-centroavante Hidegkuti (que vinha buscar jogo no meio e deixava confusos os defensores) e o magnifico futebol de Puskas, os húngaros simplesmente destroçaram o MW inglês sem piedade.

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Mundial de 1954

Chegaram a Copa do Mundo com 27 partidas de invencibilidade (23 vitórias) e 114 gols marcados, a Hungria chegava a Suiça como a franca favorita. E começou avassalador 9 a 0 na Coréia do Sul com dois gols de Puskás, logo depois enfrentou a Alemanha que entrou com um time misto feito para bater no Puskás , e conseguiram numa entrada violentíssima de Liebrich, Puskás anotou um tento na goleada de 8 a 3.  Para muitos ele não voltaria a jogar nesse mundial,  mas ele conseguiu voltar na final. Seus companheiros souberam vencer sem ele: Passando por Brasil e Uruguai (ambos 4 a 2). Chegaram a Final com Puskas machucado em campo contra novamente a Alemanha, jogando mais adiantado, ele marcou aos 6 minutos, aos 8 já estava 2 a 0. Mas somados à soberba húngara, aos equipamentos preparados para chuva e ao preparo físico Alemão transformaram o jogo numa incrível virada, aos 41 minutos Rahn virou a partida no jogo conhecido como “Milagre de Berna”. Puskas ainda marcaria o gol de empate anulado pela arbitragem. O jogo ficou marcado ainda pela suspeita de Doping por parte dos jogadores alemães.

 

Mudança para Espanha


Com 85 gols marcados em 84 jogos por sua seleção ele estabelescia recorde de gols por uma seleção de futebol durante muito tempo, quebrado apenas pelo iraniano Ali Daei. Após a revolução húngara ter sido reprimida por pelo pacto de Varsóvia, os atletas do Honved (que estava na Espanha disputando a Champions League) decidiram não voltar para a Hungria e passaram a rodar o mundo fazendo amistosos (incluindo Botafogo e Flamengo no Brasil). A FIFA proibiu esses jogadores de jogar até regularizassem sua situação, alguns voltaram para Hungria outros vagaram pela Europa. Considerado desertor nunca mais jogou pela seleção húngara, poderia muito bem ter ampliado seu recorde já que jogaria ainda mais 11 anos de futebol. Três anos depois de seu ultimo jogo oficial, foi contratado pelo Real Madrid, visivelmente fora de forma se assustou com tantas tentativas do clube espanhol de contrata-lo. Aceitou a proposta e chegou a Madrid, marcando 21 gols na primeira temporada de seu retorno formando uma grande parceira com Di Stefano e Kopa.

Nas  suas cinco primeiras temporadas nos merengues foi artilheiro de quatro campeonatos espanhóis.  Venceu Cinco Campeonatos Espanhóis consecutivos com o Real Madrid (de 61 a 65) três Liga dos Campeões da UEFA (59, 60 e 66).  Tendo anotado quatro gols na final de 1960, seu amigo Di Stefano marcara mais três e o Real venceu o Eintracht Frankfurt por 7 a 3.  No mundial interclubes do mesmo ano, empatou em 0 a 0 contra o Peñarol no Uruguai e na partida de volta venceu por 5 a 1, detalhe, em 8 minutos Puskas já havia marcado 2 gols. E o Real Madrid conquistava seu primeiro Mundial de Clubes. Alias, o primeiro campeão mundial da história.  Em 66 Puskas ficou no banco na vitória do Real Madrid sobre o Partizan Belgrado por 2 a 1 e também não jogou no troco do Peñarol que venceu as duas partidas do mundial por 2 a 0.

Real Madrid 7 x 3 E. Frankfurt

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Real Madrid 5 x 1 Peñarol

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Em 1962 ele ainda jogou pela seleção Espanhola na copa do mundo do Chile. Sendo um dos cinco jogadores que tenham jogado por duas seleções na história das copas, jogou apenas 3 partidas e não marcou nenhum gol. Se aposentou em 1966 tendo marcado 593 gols em partidas oficiais, e estalescendo por muitos anos o recorde de gols por uma seleção, qual deveria ter sido maior se sua carreira na Hungria não tivesse sido interrompida.

 

Como treinador


Puskas ainda obteve relativo sucesso como treinador, levando o Panathinaikos da Grécia a final da Champions League contra o incrível Ajax de Johan Cruyff. Treinou equipes de todos os continentes e encerrou a carreira de treinador em 1993 quando treinou a Hungria. Morreu em 2006. E a FIFA decidiu por o nome do premio que nomeia o gol mais bonito do ano como Premio Puskas. Premio vencido por Neymar em 2011.

 



Sobre o Autor

Yan Cavalcanti, 22 anos, paraibano apaixonado por futebol desde pequeno. Graduando em Sistemas para Internet pelo IFPB, ex-aluno Marista, Estagiário da Dataprev, Goleiro ofensivo, gamer, e acima de tudo fã de um futebol bem jogado e analista da parte tática, sempre tentando arrumar uma forma de explicar uma partida de futebol.

Sobre o Blog

O Futeblog nasceu da vontade de compartilhar com o mundo minha visão sobre o futebol, espero aqui discutirmos de simples opiniões apaixonadas até questões táticas profundas, conto com ajuda de vocês para que possamos tornar esse blog uma ótima experiência fora das quatro-linhas, do passado ao presente, futeblog está aqui para que nós possamos mostrar como vermos esse esporte que é a maior paixão nacional de todas!

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